Após sete meses, o estudo governamental sobre o impacto do regresso às 35 horas continua sem responder a dúvidas que o PSD quer esclarecidas. Os deputados social-democratas querem respostas do ministro das Finanças, Mário Centeno, após requerimento enviado ao presidente da Comissão do Trabalho e Segurança Social.
O ministro das Finanças prometeu que o regresso às 35 horas de trabalho não traria acréscimo de despesas com pessoal. Mas o relatório “Regresso ao período normal de trabalho de 35 horas – Análise do Impacto” contradiz Centeno. O documento revela que a administração pública estima custos de 151 milhões de euros, sobretudo nas áreas da saúde, educação e justiça, para manter o mesmo nível de serviço público. Uma conclusão que contraria declarações do Presidente da República que ameaçou levar o diploma ao Tribunal Constitucional, caso implicasse um aumento de custo.
A maior parcela deste valor – com a contrapartida da descida das 40 para as 35 horas - visa colmatar a necessidade de contratação de quase nove mil novos trabalhadores e o pagamento do aumento das horas extraordinárias.
O Governo tem de explicar estes custos aos portugueses. Assim, os deputados do Partido Social Democrata pretendem questionar o ministro das Finanças.
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