No debate que decorreu esta quinta-feira, em plenário, o deputado Carlos Peixoto salientou as três linhas vermelhas que o PSD espera ver corrigidas, não porque o Governo merece o voto favorável da bancada social-democrata, mas porque “os polícias e o país precisam disso”.
Na Assembleia, esteve em debate a proposta de lei do Governo, que pretendia uma revisão do diploma que regula o exercício da liberdade sindical, bem como dos direitos de negociação coletiva e de participação pessoal da Polícia de Segurança Pública com funções policiais.
Assim, o Partido Social Democrata:
O deputado social-democrata relembrou ainda que esta proposta de lei “mostra em todo o seu esplendor a fragilidade deste governo”. Para Carlos Peixoto, “quanto mais tempo passa, mais se demonstra que o Governo e Partido Socialista não se entendem com a maioria de esquerda, que prometeu ao país uma governação estável e duradoura”. Carlos Peixoto reafirmou que o Governo não ouviu os parceiros que o suportam na Assembleia nem os sindicatos, pelo que precisa agora do voto favorável do PSD.
“Bastaram quatro dias para se ver que o PSD serve e serve para muito”. Mas o PSD é um partido responsável, da segurança, que acha que a negociação coletiva é prioritária. Por isso mesmo, traçou aquelas linhas vermelhas que quer ver abordadas para definir o seu sentido de voto face à nova proposta sobre liberdade sindical.
Nas últimas duas semanas, o grupo parlamentar do PSD ouviu o que os representantes sindicais pensam sobre o tema. Depois de ter reunido com quase todas as estruturas sindicais da PSP, o PSD concluiu que foram unânimes as críticas à proposta do Governo, que os representantes sindicais consideraram uma limitação e ingerência na atividade sindical da Polícia.
Em causa estão alterações como o alargamento de restrições ao exercício da liberdade sindical, para "qualquer informação sujeita ao dever de sigilo relativa ao dispositivo e ao planeamento, execução, meios e equipamentos empregues em operações policiais". A lei em vigor impede que os sindicatos falem de "matérias relativas ao dispositivo ou atividade operacional da polícia classificadas de reservado nos termos legais". O Governo pretendia ainda acrescentar uma nova restrição, para comentários que "violem os princípios da hierarquia de comando e da disciplina".
No exercício da atividade sindical, a proposta apresenta pela ministra da Administração Interna pretendia alterar as regras de faltas e de atribuição de créditos remunerados aos dirigentes e delegados sindicais. Entre as alterações estava a imposição de um máximo de 33 faltas por ano, quando a lei em vigor não define qualquer limite. O Governo pretendia ainda limitar a participação das associações sindicais na negociação coletiva.
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