O Governo deveria privilegiar uma política centrada no crescimento da economia e no estímulo à produção de bens de valor acrescentado, “em vez de andar à procura de medidas de compensação” para aumentar o salário mínimo nacional. Só o crescimento da economia pode determinar o aumento do salário mínimo, das pensões e das remunerações em geral.
Num jantar que reuniu cerca de 1500 pessoas, em Esposende, sábado, o líder do PSD recordou que o próprio ministro do Trabalho, Vieira da Silva, reconheceu que o atual ritmo de crescimento do salário mínimo nacional “não é sustentável num longo prazo”.
Para o Presidente do PSD, em causa estão os cálculos que indicam que o SMN irá aumentar 19% até 2019, enquanto as empresas portuguesas se ficarão apenas por um crescimento de 5%. "Alguém acredita que os salários podem crescer 19% nestes anos se as empresas não crescerem também?", questionou. "Essa conversa é infantil (...) e [PS, BE e PCP] têm que ser responsabilizados pelas consequências das políticas que estão a decidir", defendeu.
Ao enveredar por um caminho de ilusões, o Governo está a comprometer o futuro do país. E as responsabilidades são de toda a esquerda: “A maioria só apoia o Governo para demagogia e populismo, não para governar com responsabilidade”, afirmou, vaticinando que a atual maioria só durará “enquanto houver dinheiro”.
Os portugueses viram no parlamento um primeiro-ministro que empenhou a sua palavra num compromisso com os parceiros sociais, a quem impôs um aumento do salário mínimo nacional. “António Costa resolveu assinar um acordo que sabia que não podia cumprir. Foram os partidos da maioria que quiseram chumbar o acordo. O primeiro-ministro não teve coragem de pedir aos partidos que o apoiam que fizessem passar a medida”, relembrou o Presidente do PSD.
As medidas agora tomadas pelo Governo terão consequências a longo prazo e no dia em que não houver dinheiro o Governo “que não conte com o PSD”, advertiu o líder do PSD.
O PSD trabalha para que o país possa crescer de forma diferente. Nunca desistirá da ideia que tem para Portugal: “Não nos desmobilizam, somos um osso bem mais duro de roer do que pensam, não desistiremos de um Portugal melhor.”
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