“O Turismo é para o PSD uma área económica de enorme importância”, reforçou esta sexta-feira em reunião plenária o deputado Paulo Neves, lembrando a aposta feita pelo anterior executivo e cujos “resultados são conhecidos”.
“Nós, PSD, estamos ligados às melhores políticas a que o País assistiu neste setor”, afirmou, denunciando a deceção sentida por, só agora, o Partido Socialista (PS) propor a discussão de “três simples recomendações”, uma vez que se trata de “uma área de fundamental importância para Portugal e para os portugueses”.
“Pede o PS que o Governo aposte na diversificação da oferta turística a todo território nacional, que aposte no ‘turismo científico’ e no turismo de saúde”, lembrou o social-democrata para justificar o descontentamento do PSD. “É muito pouco”, sustentou, recordando que o executivo anterior promoveu a diversificação da oferta regional: “conseguimos colocar no mapa o Porto e região Norte, o Alentejo e a região Centro”.
Assim, segundo denuncia, as propostas do PS são, na verdade, “aquilo que nós não só propusemos, como criámos: novos destinos de excelência no País”. Neste sentido, e para “não deixar mal este Parlamento”, Paulo Neves apresentou propostas do PSD, argumentando que “os senhores [Partido Socialista] trouxeram três frouxas recomendações. Nós compensamos a vossa falta de ambição com mais de 10 recomendações” (ver caixa abaixo).
Aeroporto: Governo toma decisão “tardia”
Sobre o aeroporto da Portela, o social-democrata salientou ser “inaceitável que turistas de mercados competitivos e exigentes passem duas horas em fila para os passaportes”. Definiu de “tardia” a decisão do Governo em “avançar com o concurso para mais elementos do SEF”, sobretudo depois de o PSD ter alertado para a necessidade de preparar o aeroporto “para o aumento de turistas previsto com a abertura da linha direta entre Lisboa e a República Popular da China”. Referiu-se, ainda, ao “caos total [criado por problema no abastecimento dos aviões] que se viveu no maior aeroporto do País no passado dia 10”. Disse ter-se tratado de uma situação “inaceitável”, pelo que “o Governo deveria já ter apurado responsabilidades”.
“Há uma agenda escondida deste governo para mexer na reforma” do anterior executivo
Luís Leite Ramos, vice-presidente do Grupo Parlamentar do PSD, denunciou, no Parlamento, aquilo que poderá ser uma “agenda escondida” no que se refere à transferência de competências das entidades regionais de turismo para as comunidades intermunicipais. “Ainda não ouvimos da senhora secretária de Estado se o Governo vai ao não municipalizar a promoção turística”, disse para depois acrescentar que “temos [PSD] conhecimento de projetos que circulavam dentro do Governo de transferir para as comunidades intermunicipais competências em matéria de turismo e que levantaram, no devido momento, a contestação profunda”. Para o social-democrata, “o silêncio significa que há uma agenda escondida deste governo para mexer na reforma que o anterior governo fez e que, hoje em dia, é uma das razões de sucesso do turismo”.
No que diz respeito ao Turismo, o PSD recomenda ao Governo que:
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